 |
D I P |
O Domingo da Igreja Perseguida (DIP) é um movimento nacional de oração em favor dos cristãos perseguidos idealizado pelo Irmão André, fundador da Missão Portas Abertas. Estima-se que mais de 245 milhões de cristãos atualmente enfrentam algum tipo de perseguição.
A data varia de ano a ano, pois acontece no domingo depois do Pentecostes. Isso porque Atos 4 marca o início da perseguição aos cristãos logo após a descida do Espírito Santo, com a prisão de Pedro e João. Simbolicamente, então, afirma-se que esse foi o “início” da Igreja Perseguida.
Nesse ano a data será: 16 de JUNHO de 2019
COMO PARTICIPAR?
A participação da sua igreja no DIP consiste em um compromisso de mobilizar os membros para orar e agir em favor dos cristãos perseguidos
DIP 2019 - COREIA DO NORTE
Fiel até a morte (Apocalipse 2.10b)
A Coreia do Norte tem sido assunto mundial nos últimos meses, principalmente pelo fato do seu líder Kim Jong-un parecer estar mais flexível em alguns aspectos referentes ao país. Porém, no que se refere a liberdade de religião, a Coreia do Norte está longe de mostrar alguma abertura.
Em 2018, a nação completou 70 anos. No entanto, a igreja secreta do país está longe das celebrações. Sua existência, porém, revela a capacidade de resiliência – por 70 anos! Em 9 de setembro de 1948, Kim II-Sung proclamou o nascimento da República Popular Democrática da Coreia do Norte e se tornou seu líder. Isso marcou o começo de 70 anos de perseguição à igreja.
A Lista Mundial da Perseguição classifica os 50 países onde é mais difícil ser cristão. A Coreia do Norte lidera o ranking desde 2002 e nela os cristãos enfrentam os níveis mais elevados de pressão por causa da fé. O país tem um regime comunista sob o comando de Kim Jong-un, o terceiro da dinastia Kim. Quanto à religião, todos devem adorar a família Kim, por isso os cristãos vivem em secreto.
A estimativa é que haja 300 mil cristãos na Coreia do Norte, cerca de 1,2% dos mais de 25 milhões de habitantes. Se descoberto, o cristão é levado para campos de trabalho forçado ou até mesmo morto. Encontrar-se com outros cristãos é quase impossível.
Para os norte-coreanos, ser cristão requer manter esse segredo bem protegido, não só das autoridades, mas também de amigos, vizi¬nhos e até mesmo de suas próprias famílias.
Sendo um país tão repressi¬vo, torna-se impossível realizar qualquer tipo de atividade que mostre vida ativa da igreja, logo, reuniões entre cristãos acontecem de forma secreta, sem levantar qualquer tipo de suspeita das autoridades, já que qualquer pessoa engajada em atividades religiosas clandestinas é submetida à discriminação, prisão, detenção em campos de trabalhos forçados, desaparecimento, tortura e execução pública, juntamente com sua família. Por esta razão, o versículo escolhido como tema foi Apocalipse 2.10b “Seja fiel até a morte, e eu lhe darei a coroa da vida”.
O governo da Coreia do Norte faz uso sistemático da violência - entre outras violações de direitos humanos - para criar um clima de terror para qualquer pessoa que desafie o regime. E a impunidade reina absoluta. O uso da tortura é comum em interrogatórios, so¬bretudo em casos de crimes políticos e seguidores do cristianismo. Pessoas suspeitas de envolvimento em crimes políticos costumam “desaparecer” sem julgamento ou ordem judicial, para campos de prisioneiros - onde a população prisional é gradualmente dizimada por inanição, trabalhos forçados, execuções, tortura, estupro, abortos forçados e infanticídio.
O número de cristãos mortos e presos parece aumentar e a punição aos cristãos se torna mais severa a cada dia. Se os cristãos são descobertos, não só são deportados para campos de trabalhos forçados como são considerados criminosos políticos ou até mortos no local, suas famílias também compartilharão o mesmo destino. Os cristãos não têm o menor espaço na sociedade, pelo contrário, são hostilizados publicamente.
Conhecer outros cristãos e reunir-se com eles para adorar é quase impossível e caso alguém se atreva, deve fazer isso em secreto. As igrejas abertas ao público em Pyongyang são totalmente regidas pelo governo e expostas apenas com a finalidade de que o mundo acredite que tudo vai bem e não há perseguição religiosa, ou seja, uma propaganda falsa. Apesar da dificuldade em confirmar o número de cristãos em um ambiente altamente restritivo, a Portas Abertas estima haver cerca de 300 mil cristãos. Quaisquer que sejam os núme¬ros, as estatísticas mostram que a igreja secreta e doméstica está crescendo de forma lenta, mas firme.
Nos movimentemos no sentido de nos integrarmos a essa causa, a fim de que nossos irmãos possam sentir-se abraçados , confortados e fortalecidos através da comunhão e unidade do corpo de Cristo em intercessão.
“.......De maneira que, se um membro sofre, todos sofrem com ele; e se um deles é honrado, com ele todos se regozijam. Ora, vós sois corpo de Cristo; e individualmente membros desse corpo” I Co.12:26-27
Neusa M Q Gonçalves
Depto de Missões
Fonte: Missão Portas Abertas
|
|
|