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PROPOSTA DE QUALIDADE DE VIDA PARA OS SURDOS |
"...Diz o Senhor : Em verdade vos afirmo que sempre que fizeste o bem a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizeste" Mt.25:40
Desde sua formação cerebral, os seres humanos têm uma capacidade inata de adquirir linguagem, seja fala ou signo.
Para o surdo adquirir uma linguagem visual como sua primeira língua é uma questão cultural de grande valia. Temos o sinal caseiro e o sinal em LIBRAS. Fundadas nessa comunicação ou linguagem, o surdo pôde aprender a ler e escrever somente nos últimos 40 anos, a partir de quando tem sido melhor aceita.
Com a linguagem se padronizando vieram os dicionários: Americanos/1960; Britânicos, Australianos e Franceses.
Crianças e adultos têm se beneficiado com libras, em forma de dicionários ou apostilas; o ideal é que a criança-surda comece a ser treinada em libras aos 2 anos de idade, pois isso evitará muito stress, tanto para o surdo como para a família, que também deve e precisa se adequar ao novo e revolucionário método de comunicação.
Temos no Brasil, segundo a O.M.S. (Organização Mundial de Saúde), 6 milhões de deficientes auditivos, sendo que 17% não ouvem nada; e no total 52% são homens e 48% mulheres, tendo alguns idade produtiva para o mercado de trabalho.
A nova Lei de Quotas, em meados de 1999, não só beneficia o surdo no financeiro, mas também na sua auto-estima, na integração com a família, escola e sociedade.
Se na cidade grande os surdos ainda não contam com o auxílio de intérpretes, nas salas de aula, ou como alternativa para reforço, imagina nas cidades do interior, zona rural, a vida do (D.A.) – surdo ainda é muito difícil.
Pense no surdo rural, eu Rosária, pude vivenciar e ajudar surdos em situações bem constrangedoras. Alguns eram tratados como animais e chamados, não pelo nome, mas, de doidos, retardados, e isso foi muito doloroso. Graças a Deus que me levou ali na hora certa.
No Brasil em 1857 fundou-se o Instituto de Surdos-Mudos (INES) no Rio de Janeiro(RJ)
Em 1911 se estabeleceu o oralismo puro, proibindo linguagem de Sinais, mas os surdos das Américas nunca deixaram de usá-la.
Na década de 1970 a insatisfação, tanto dos educadores como dos surdos, com o método oral, levou William Stokoe (americano) retomar o método de linguagem de sinais, divulgando-o por todo o mundo. Pois a falta de comunicação por meio da língua, isolava e incapacitava-os para muitas coisas, principalmente com informações importantes para seu desenvolvimento cultural e intelectual.
O Bilingüismo busca respeitar o surdo no processo de aquisição de sua língua natural, primeira materna-sinais e a segunda a oficial do país.
A língua de sinais não se resume só aos símbolos, mas também a voz do surdo emitida através do corpo. O surdo precisa conviver com outros surdos, se integrar, também, com ouvintes, principalmente se os mesmos sabem se comunicar com eles, através dos sinais, o que trás para eles uma riqueza de informações de vital importância ao seu desenvolvimento como pessoa.
Poucos familiares conhecem e dominam a linguagem de sinais e até alguns surdos não dominam sua própria língua.
O bilingüismo no Brasil faz falta nas escolas, nos hospitais, repartições públicas, congressos, etc., pois segundo a lei dos Direitos Humanos, os surdos são ativos quanto aos seus direitos e deveres. Daí a necessidade de muito se fazer por eles em termo de política pública.
Já começamos e isto é muito bom, significando que sonhos estão começando a se concretizar. O Brasil engatinha nesta área, mas o importante é continuar, por que com perseverança caminharemos altivos em prol do deficiente auditivo – surdo.
A Palavra de Deus nos envia à todas as etnias, com a finalidade de que "conhecendo o Caminho, a Verdade e a Vida ", transformação ocorram em todas as áreas da vida do ser humano, pois são estes a coroa da criação de Deus.
Rosária de Godoi Caversam – Intérprete de LIBRAS. Medina
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