 |
GLÓRIA A DEUS NAS MAIORES ALTURAS |
“GLÓRIA A DEUS NAS MAIORES ALTURAS ” (Lc 2:14)
Essa saudação angélica aos pastores, em Belém da Judéia, na madrugada em que nasceu Jesus de Nazaré, anunciava o cumprimento de várias profecias, e a consecução de uma promessa, o nascimento da criança prometida do jardim: o descendente da mulher, que esmagaria a cabeça do serpente, figura do adversário de nossas almas, causador da confusão que inviabiliza qualquer relacionamento, seja com o Deus, seja consigo mesmo, seja com o próximo.
O Deus Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo), através do Filho, de quem a criança da manjedoura, nascida sob a sombra da cruz, e à luz da ressurreição, é a encarnação e oferecia a sua própria vida para que houvesse paz.
Os domingos que precedem o Natal são comumente chamados de domingos do Advento. É um tempo de espera, de expectativa e também de preparação espiritual para bem celebrarmos o mistério da Encarnação do Verbo.(Jo.1)
De fato, não há nenhuma prescrição bíblica para celebrarmos em culto formal, público e litúrgico o nascimento do Filho Eterno do Eterno Deus no tempo dos homens, contudo, desde então, aparecem as primeiras manifestações litúrgicas, as primeiras orações e os primeiros hinos que exaltavam o fato de Deus em sua condescendência e amor misericordioso, visitar o seu povo na pessoa de seu amado Filho revestido verdadeiramente de nossa humanidade.
Com o passar do tempo e o desenvolvimento cultural e litúrgico, o Cristianismo foi elaborando formas diversas de exaltar, agradecer, meditar, adorar e proclamar a vinda do Emanuel, d’Aquele que veio salvar o povo de seus pecados, aproveitando a oportunidade, bem como a necessidade de que temos ainda mais hoje , em nossa cultura secularizada e anticristã, de celebrarmos com a fé o fato (não a data), de que “Deus amou tanto o mundo que nos enviou o seu Filho único para que todo o que n’Ele crer não pereça...pois quem confessa que Jesus veio em carne procede de Deus” (Jo 3.16; 1Jo 4.3).
A celebração do Natal por parte da Igreja Cristã é uma grande oportunidade para o testemunho e o anúncio do Evangelho.
É o resgate das boas emoções, de corações ternos, não nos deixando engolir pela euforia das grandes lojas, dos shopping centers, das brilhantes e alucinantes propagandas de felicidade por meio do consumismo desenfreado, mas pelo encantamento da verdadeira história do Natal.
O resgate do Natal como celebração é juntos entoarmos cânticos espirituais, oferecendo a Deus um culto de gratidão pelo maior dos dons jamais oferecido: JESUS, o nosso presente celestial.
Nas figuras solícitas e obedientes de Maria e José, nas ofertas generosas dos magos, na alegria dos pastores aprendemos que o Natal nos convoca a uma descentralização do nosso “eu” para irmos ao encontro de outras pessoas; vivendor um propósito de vida que faça sentido também para os outros.
É Natal, Jesus nasceu! Deus veio ao nosso encontro trazendo salvação e vida eterna para que assim possamos nos achar na existência, e, então, encontrar o outro na vida, que, necessariamente, deve ser compartilhada entre todos, para que a dignidade, que impõe a satisfação das condições necessárias para um viver com a melhor qualidade, seja um bem universal.
FELIZ NATAL
Neusa Gonçalves
Idéia de texto de Ariovaldo Ramos e Luis Fernando Santos
|
|
|