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CIRCUNSTÂNCIAS PREPARADAS.... |
" ...como os ouvimos falar em nossas próprias linguas as grandezas de Deus ? " (At. 2:11b)
Ao nos transportarmos para a festa judaica, chamada Pentecostes, vamos encontrar reunidos em Jerusalém os chamados judeus da dispersão, os quais habitavam em mais de 14 regiões diferentes, (At.2:5-11) e certamente conhecedores de diversas línguas gentílicas (v.9-11). A narrativa bíblica nos diz que essa multidão presenciou perplexa a descida do Espírito Santo, porque ouvia o que era falado pelos discípulos, "cada um em sua própria lingua materna".
Acontecia o primeiro testemunho transcultural da igreja revestida, pois os dispersos que ali estavam, voltariam à suas própria etnias, conhecedores das grandezas de Deus (11) , e testemunhando o ocorrido à sua própria cultura e região.
Era o Senhor conduzindo Sua igreja à um ministério visionário...do reino,.... dos povos,.... dos confins da terra !
Quando avançamos para o capítulo 8 de atos, encontramos narrativas de encarceramento, morte, e grande perseguição, mas apesar disso, os dispersos iam pregando a palavra, vivenciando Cristo em suas vidas. (at.8:1-4)
É comum nos referirmos a eles como uma categoria de homens especiais; mas no entanto eram pessoas comuns como nós, com temores, fraquezas, dores, sonhos, esperança, maridos, esposas, pais, filhos, negociantes, carpinteiros, lavradores; que choravam, que temiam a morte, sentiam, fome, sede. Não eram homens mágicos, mas a graça, entretanto era derramada abundantemente para que a igreja humana, conseguisse olhar para os céus e ter a visão do propósito de Deus.
O principio missiológico que podemos aprender é que o próprio Deus é quem está edificando Sua igreja na história humana.
Prova disso é o fato de que após serem dispersos para Judéia e Samaria, temos um relato muito interessante, quando Filipe encontra o eunuco, oficial etíope e lhe apresenta Jesus, este crê e é batizado, evidenciando claramente o mover do Espírito Santo de forma transcultural. (At.8:26-39)
Deus tencionava deixar claro que a extensão ministerial da Sua igreja sempre foi além das fronteiras. Fatos esses que nos levam a crer que as circunstâncias não são casuais, mas determinantes para direcionar a igreja em seu ministério
Em atos 13, vemos Deus levantando uma igreja gentílica para cumprir essa visão, a Igreja de Antioquia, que conclamada a cumprir de forma mais direta o desafio missionário, envia o melhor que tinham além fronteiras, o que foi o grande passo na expansão do evangelho , ministério que até aquele momento a igreja central em Jerusalém realizava relutantemente.
Era Deus à frente da obra, usando vidas escondidas atrás da cruz de Cristo, que em cumprimento da grande comissão avançavam fronteiras plantando igrejas, testificando as grandezas de Deus, e assim o nome do Cordeiro foi sendo proclamado , e chegou também até nós.
A obra missionária através dos tempos sempre será realizada por igrejas que tenham visão do reino, independente de pertecerem ao "primeiro" ou ao "terceiro mundo", de enfrentarem ou não dificuldades, de possuírem ou não uma moeda estável, de terem ou não obreiros para a obra local. Será feita por irmãos que se colocam como parte do corpo do qual Cristo é o cabeça, e que apesar das circunstâncias muitas vezes desanimadoras que possuímos à frente, ainda cultivam a visão de Deus.
Comunidade visionária é aquela que vê o mundo como campo e se propõe a ará-lo na força e poder do Espírito Santo.
Não deixemos que o brilho do mundo venha ofuscar nossa visão!
Neusa Maria Quito Gonçalves
(idéia básica extraída de um texto do miss. Ronaldo Lidório)
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