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Reunião secreta em cafeteria para ouvir a voz de Deus |
Quando você pensa na expressão "igreja secreta", fotos de grupos cristãos em casas com pouca iluminação vêm à mente. Mas feche os olhos e tente imaginar isto: o cheiro de café em grão, luz baixa, e o murmúrio suave e constante de conversas amigáveis. Abra seus olhos. Você está em uma cafeteria em uma cidade grande da Ásia Central, onde as pessoas gostam de tomar uma xícara de café no final do seu dia de trabalho. Agora olhe para a esquerda. Você vê um grupo de pessoas? Está acontecendo uma reunião da igreja secreta.
"É melhor nos reunirmos em um lugar público, como um café, do que secretamente em um apartamento", diz Raikhan*, esposa de um pastor local. De acordo com a lei religiosa do país, os seguidores de Cristo podem se reunir e realizar suas atividades religiosas apenas em prédios de igrejas registradas. A obtenção de um prédio e autorização são quase impossíveis. Muitos cristãos como Raikhan são forçados a viver em clandestinidade e tornam-se parte da igreja secreta.
"Nossos vizinhos podem saber quem somos e chamar a polícia a qualquer minuto, por isso decidimos nos reunir em lugares públicos para estudar a Bíblia. Uma cafeteria é ideal. Nós só precisamos seguir algumas pequenas regras para nossa segurança. Estamos estudando uma série de lições que explicam os frutos do Espírito Santo”, conta Raikhan, e, hoje, discutimos a questão de por que, as vezes, é um desafio para nós permitirmos que o Espírito Santo trabalhe em nós e através de nós.”
Quando as senhoras da igreja secreta participam desse estudas das escrituras e oram, elas não fecham os olhos e mantém suas Bíblias nas bolsas. “Somos forçadas a agir dessa forma para não atrairmos atenção desnecessária”, Raikan explica. “Mas estamos felizes e satisfeitas porque, juntas, podemos estudar e aprender sobre a Palavra e ver a misericórdia e amor de Deus conosco. Oh, o café e o bolo são bons demais!”.
Depois que as senhoras oram pelas necessidades uma das outras, o encontro chega ao fim.
*Nomes alterados por motivos de segurança.
Maria Cristina Fachini - Depto. Missões
Fonte: Revista Portas Abertas
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