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SOLIDÃO MISSIONÁRIA |
Procura vir ter comigo depressa, porque Demas me abandonou ... ( II Tm 4.9-10)
A obra missionária traz o antagonismo de ser ao mesmo tempo um grande sacrifício e um grande privilégio. Há uma satisfação inexplicável no coração de alguém que está no campo, gastando sua vida para cumprir um chamado de Deus.
Costumamos dizer que o melhor lugar do mundo é o centro da vontade do Pai. Não importa se estamos na África, Brasil, América, Europa ou outro ponto qualquer do planeta. Não importa se numa cidade rica ou numa aldeia pobre.. Quando estamos obedecendo a um chamado real dos céus, isso é “bom, perfeito e agradável”.(Rm 12.2).
Há, entretanto, um outro lado da moeda que a igreja precisa conhecer para valorizar mais seus missionários. Aqueles que deixam sua terra para responder ao desejo divino de alcançar todos os homens com o evangelho não são “turistas da fé” ou aproveitadores que andam passeando pelo mundo às custas da igreja. Salvo lamentáveis exceções, os cristãos que se entregam à obra missionária pagam um preço muito alto por isso. São geralmente admiráveis heróis do Reino de Deus.
Talvez o maior desafio de alguém que está fazendo missões seja solidão.. Não importa muito se esse obreiro vai só, se vai como parte de uma equipe ou se vai com sua própria família. A angústia da solidão costuma roubar muitas lágrimas e preciosas noites de sono. Estar separado de suas raízes nunca é uma experiência fácil de ser vivida. Existe também as diferenças extremas de cultura e de língua. Só gente muito especial permanece fiel nessas horas.
Se há uma coisa pior de que a solidão de um missionário, é a sensação de ter sido esquecido. Você não imagina o quanto dói esperar uma carta que nunca chega ou ir ao banco e constatar que aquela oferta prometida, às vezes necessária para o pão daquele dia, não foi depositada. Já pensou no que significa para alguém que já está privado da convivência de pessoas amadas, passar o dia do seu aniversário ou virar o ano sem ser lembrado, sem felicitações, sem palavras de bençãos?
O que mais assusta os irmãos que estão no campo não é o medo da perseguição ou da morte, nem a expectativa de ver os frutos do ministério aparecerem, mas o receio de caírem no esquecimento daqueles que ficaram na retaguarda. (IITim.4:16)
Reconhecemos que o Senhor da Seara não desempara, mas honra, concedendo o privilégio de embaixador aos que estão à Seu serviço, mas como parte do Corpo nós também devemos enxerga-los como dignos de honra e solidariedade. (IITim.4:17-18)
Nosso desafio é de um maior envolvimento com esses nossos irmãos. Ore e escreva para eles. (IITim.4:11)
São coisas simples, tão simples a ponto de podermos esquecer de praticá-las, mas que não terão preço no coração daqueles que por amor ao Senhor insistem em dar suas vidas para a propagação do evangelho.
Neusa M.Quito Gonçalves
(texto transcrito - autor : Pastor Danilo Figueira) |
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