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| NA BEIRA DO INFERNO |
“E foram crucificados com Ele dois ladrões, um à sua direita e outro à sua esquerda.” (Mt 27:38)
Como agraciados pelo sacrifício vicário de Jesus, o período da Páscoa nos leva a meditar muito sobre o tão grande amor e a abnegação do Senhor por nós, e não conseguimos compreender nem mensurar a amplitude desse amor. Porém, o fato é que Sua entrega sacrificial pode salvar todos aqueles que creem do poder da morte e do inferno.
A referência supracitada nos lembra de um quadro triste à vista natural, pois, na visão humana, os três estavam sob igual sentença: a de morte.
O paradoxo é que esse quadro triste, inimaginável e doloroso para o Senhor, em Sua morte sacrificial, pode dar alegria plena aos eleitos escolhidos por Deus.]
Jesus, santo e sem pecado, foi levado como cordeiro para o matadouro em silêncio, e entre malfeitores é crucificado. Com tamanho sofrimento, suportou a dor da separação do Pai, a qual causada pelo pecado da humanidade que estava sobre Ele.
Nesse mesmo quadro triste, vemos os dois ladrões que, culpados por seus pecados, mereciam o inferno e, ao fecharem os olhos, seus destinos seriam a morte eterna. Mas a graça salvadora derramada naquela cruz fez com que o homem da direita abrisse seus olhos, reconhecesse seus pecados e reconhecesse que Jesus era inocente. Na última hora, já à beira do inferno, fez um pedido a Jesus: “Lembra-te de mim quando vieres no teu reino” (Mt 27:42). A resposta de Jesus foi imediata: “Hoje estarás comigo no paraíso”. Iguais sentenças, mas destinos diferentes.
Todos nós estávamos à beira do inferno, condenados à separação eterna. A mesma graça salvadora derramada na cruz, que salvou o ladrão malfeitor, mudou também o nosso destino. Que alegria! Nossos olhos foram abertos. Aleluia!
Muitos estão indo para o inferno: alguns por francas escolhas; outros, porém, iludidos e com os olhos vedados pelo pecado, se distanciam cada vez mais do caminho da salvação.
Talvez tenhamos que clamar a Deus não por nós desta vez, mas, a exemplo de Jesus, pedir para que Deus os perdoe, pois não sabem o que fazem.
Nesta última hora, o que não podemos fazer é ficar inertes, vendo pessoas que amamos à beira do inferno. Dobremos, pois, nossos joelhos a favor daqueles que, cegamente, estão à beira do inferno.
E não cansemos de proclamar a graça salvadora em Cristo Jesus.
Dpto. de Missões
Edna Míriam Ladeia de Siqueira
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